
Toco notas de uma melodia inusitada
A minha batida carrega um segredo a cada toque
E o coração se revela como autor das letras um dia ditas em confissão.
Meu sentimento baila entre o embriagante gosto do surreal, e a enigmática realidade que agora bate a minha porta.
Não sei se devo me permitir um novo passo.
Uma vez que o ritmo está em mim como nunca esteve antes.
Acredite: É impossível uma bossa que não seja nova. Ou uma bossa nova - antiga que não arremate.
Sei das possibilidades de essa canção contar a história da minha vida.
Minha vida. Meu coração.
Nos primeiros versos canto que já não há escapatória.
E por mais que eu busque fugir da verdade nos versos posteriores,
O refrão sempre vai me trazer de volta ao embalo inicial.
Uma canção que ainda não sei se é de amor,
Mas de ilusórias tentações.
Se desvendo a inspiração da canção...
Quebraria em quatro partes o meu coração.
Uma parte para Aquela que me deu a vida.
Por me conceder a oportunidade de viver essa sinfonia.
A segunda parte eu presentearia a todos que não crêem na musicalidade existente entre a ponte do impossível ao possível.
Uma outra parte entregaria para a grande razão de cada trecho.
Afim de que essa trilha nunca se acabe, e jamais seja esquecida, nem mesmo com o tempo, que tanto insiste em passar sem pedir licença.
E a última parte eu a guardaria.
Para que outras canções também possam ser escritas baseadas na de maior sucesso.
E por fim, possa ser lembrado por arriscar o brilho mais intenso da estrela em mim a fim de salvar o que o palco da vida me reservou de mais bonito.
A sua música em mim.
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